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sexta-feira, 18 de março de 2016

ESPECIAL? SIM !

                       

             
PARTE I

O maior problema para o professor brasileiro, não é a falta de material pedagógico. Todos sabem que eles são artistas, se viram, aprendem com anos de ingerência do setor público a transformar lixo em luxo. Quase todos sabem transformar a garrafa pet em diversos recursos para trabalharem em sala de aula, com a ajuda de pedaços de E.V.A e etc e tal.



O maior problema para o professor é receber, na sua sala de aula, um aluno especial, ou seja, com necessidades especiais, e ele não está errado. Chocados? Pois é, o sistema é obrigado a fazer a matrícula da criança, sob pena de responderem na justiça todos os envolvidos, na negativa: do Secretário da Educação ao Diretor Escolar.


Contudo, a obrigatoriedade não ensina, não capacita o professor e o aluno cai de pára-quedas dentro do mundinho quadrado de todos, causando uma quebra de rotina, que muitos não digerem com facilidade. A criança é matriculada, os pais só sabem apresentar o papel de autorização, como se dissessem, "Pronto, agora o problema é de vocês", o sistema dá as costas, já que a única preocupação dos governantes é fugir das penalidades, e o professor fica só, sem treinamento, recursos específicos e apoio.


E a criança, nesta história, qual é o seu protagonismo? Quase que nenhum. São dois perdidos no processo ensino-aprendizagem: o professor e o aluno. E aí, o tempo passa, ambos ficam estressados, e a maior vítima é a criança que fica com seu desenvolvimento comprometido.


Cris Souza

18.03.2016


Educadora Cris Souza, pedagoga, jornalista, escritora e professoras da rede pública estadual e municipal - Aracaju/Se

quinta-feira, 17 de março de 2016

Recado da Cris Souza - 30/08/2012

CrisBella

Cris educadora

Recado de Cris Souza- II - 05/09/2012

Biblioteca Comunitária Viajando na Leitura - BCVL

Biblioteca comunitária

Professora cria biblioteca comunitária, em Aracaju

Gibiteca


EDUCAR É SEMEAR


 Uma frase não sai de minha cabeça. Trata-se de uma citação de um grande escritor brasileiro, médico, psiquiatra, psicoterapeuta, doutor em psicanálise, o Augusto Cury: " Educar é semear com sabedoria e colher com paciência." Não sei porque esta frase ficou martelando dentro da minha cabeça. Em algum momento, peguei meu bloco e uma caneta e comecei a escrever sobre o assunto.
Segundo Paulo Freire, " Educar é um ato de amor". Então se sabemos que a educação é uma semeadura feita com amor, o que impede que façamos bem o nosso trabalho? Por que a educação deixa a desejar? Por que temos alunos alfabetizados e não letrados? De acordo com o  PNE( Plano Nacional da Educação), as crianças devem estar alfabetizadas até os oito anos de idade,  lendo e escrevendo pequenos textos, fazendo inferências. Mas, a realidade é outra, infelizmente. 
Ainda tem o PNAIC( Plano Nacional Pela Alfabetização na Idade Certa), que diz: "Estar alfabetizado significa ser capaz de interagir por meio de textos escritos em diferentes situações; ler e produzir textos, para atender a diferentes propósitos - a criança alfabetizada compreende o sistema alfabético de escrita, sendo capaz de ler e escrever, com autonomia, textos de circulação social que tratem de temáticas familiares ao aprendiz".
Mas, tudo ainda é só teoria, na prática estamos engatinhando. Nossas crianças precisam ser mais estimuladas e orientadas. O professor não deve lavar as mãos diante destas questões. Quando a criança tiver dificuldade de aprender, ela precisa de mais atenção, de alguns cuidados específicos. Mas, o que acontece é o professor dizer que não é problema dele, que a culpa é da família e da escola. Ou pasmem, que a culpa é da criança, que a mesma é preguiçosa.
Inês Kisil Miskalo, do Instituto Ayrton Senna, diz:" 99% do fracasso não é do aluno, e sim, da forma como ela foi trabalhada, tanto em casa quanto na escola. Por aí, percebemos que todos são responsáveis pela alfabetização da criança. Pais, professores, juntos de mãos dadas, em prol da educação do filho/aluno.

17.03.2016